O Sistema de Administração da Justiça no país diz estar a intensificar as linhas operativas no sentido de desmantelar a rede de corruptos no seio da classe. De 2024 a esta parte, 15 juízes e 75 oficiais de justiça foram expulsos por envolvimento directo em esquemas ilícitos que colocam em causa a credibilidade dos tribunais e minam a confiança dos cidadãos.
A informação foi avançada em Nampula, pelo Presidente do Tribunal Supremo, Adelino Muchanga, que garante tolerância zero para qualquer funcionário que se envolva em actos que comprometam a integridade e imparcialidade da justiça moçambicana.
Segundo Muchanga, os casos investigados envolvem suborno, manipulação processual, cobrança ilícita de valores, adulteração de documentos, entre outras práticas que evidenciam actos de corrupção
O Presidente do Tribunal Supremo sublinhou ainda que o combate à corrupção interna é uma prioridade para restaurar a confiança da sociedade no sistema de justiça, reforçar a moral institucional e garantir que nenhum cidadão seja prejudicado por práticas desviantes. As autoridades judiciais afirmam que reforçar a fiscalização interna e promover a cultura de transparência serão as principais linhas de acção nos próximos tempos.
